VII. EVOLUÇÃO DO PRICÍPIO INTELIGENTE
Quando e Onde Surgiu?
"Penso, logo existo". O meu amigo leitor, que também pensa, que respostas daria para as perguntas que se seguem:
* Fomos criados por Deus?
* Os homens são criados no momento da concepção?
* O homem foi criado anteriormente, como hominídeo-primitivo, ou foi criado em seres inferiores?
* O princípio inteligente, ou alma, estagiou nos minerais?
Disse André Luiz : "A mônada vertida do Plano Espiritual sobre o Plano Físico atravessou os mais rudes crivos da adaptação e seleção, assimilando os valores múltiplos da organização, da reprodução, da memória, do instinto, da sensibilidade, da percepção e da preservação própria, penetrando, assim, pelas vias da inteligência mais completa e laboriosamente adquirida, nas faixas inaugurais da razão". (EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS).
Igualmente, diz Gabriel Delanne: "Desde períodos multimilenares, em que a alma iniciou as peregrinações terrestres, sob as formas mais íntimas da criação, até elevar-se, gradativamente, às mais perfeitas, o Perispírito não cessou de assimilar, por maneira indelével, as leis que regem a matéria, pois, à medida que o progresso se realiza, as criações multifárias do pensamento formam bagagem crescente, qual tesouro incessantemente abastecido". (EVOLUÇÃO ANÍMICA).
Onde teve início a evolução do princípio inteligente?
No reino inorgânico ou no reino orgânico? As opiniões são muitas. Os Espíritos aconselham não nos perdermos em labirintos. Mas é preciso examinar a questão. Os alunos perguntam, os expositores questionam e cada um fica com uma idéia. Alguns admitem que o princípio inteligente iniciou sua evolução no reino mineral; outros, no vegetal; outros, no animal e outros somente no homem. Não vamos provar aqui que os Espíritos existem. Isto já está provado.Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça; quem tiver olhos para ver, veja. Milhares e milhares de livros foram escritos sobre o assunto. É só estudar, sem medo do inferno dos dogmas religiosos nem do pelourinho do orgulho científico.
Onde teve início a evolução do princípio inteligente?
No reino inorgânico ou no reino orgânico? As opiniões são muitas. Os Espíritos aconselham não nos perdermos em labirintos. Mas é preciso examinar a questão. Os alunos perguntam, os expositores questionam e cada um fica com uma idéia. Alguns admitem que o princípio inteligente iniciou sua evolução no reino mineral; outros, no vegetal; outros, no animal e outros somente no homem. Não vamos provar aqui que os Espíritos existem. Isto já está provado.Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça; quem tiver olhos para ver, veja. Milhares e milhares de livros foram escritos sobre o assunto. É só estudar, sem medo do inferno dos dogmas religiosos nem do pelourinho do orgulho científico.
A Caminhada Evolutiva do Princípio Inteligente
A vida espírita é, pois, a vida do Princípio Inteligente em sua caminhada evolutiva, através dos reinos da Natureza, desde sua criação, simples e ignorante, até sua chegada à perfeição, mergulhando na matéria viva numa pluralidade das existências, nascendo e morrendo até libertar-se dela, de sua influência, encerrando o ciclo das reencarnações.
Onde ela começou, o homem ainda não sabe, nem nós Espíritas, nem a Ciência, nem as Igrejas dogmáticas. - Onde estaria a sua origem?
Em "Encarnação e Evolução das Espécies", de Di Bernardi, à página 33, lemos: "O Espírito dormiu nos átomos e passou o grande sono pelo reino mineral. Sonhou nos vegetais. Agitou-se nos animais, para despertar na espécie humana".
Na mesma obra, à página 41, vemos algumas explicações sobre a união do espírito à matéria vitalizada:
* Aparecimento das primeiras células vivas;
* Formação do campo vibratório, capaz de atrair o fluido vital;
* Atração do fluido vital pelas células;
* Entrada do princípio espiritual na matéria animada pelo fluido vital;
* O fluido vital ou energia vital estabeleceu o elo dimensional necessário à fixação da estrutura espiritual à estrutura física.
Há, ainda, a citação do princípio inteligente nas amebas.
Outra visão ===>
Alternativas da Humanidade em Relação à Criação da Alma
A ignorância do homem, em seu estágio atual, não lhe permite conhecer o momento de sua criação. Não iremos analisar o pensamento dos cientistas materialistas, que não admitem a existência da alma como ser pensante extracorpóreo, nem as possíveis concepções de como se procedeu a origem dos seres vivos na Terra em sua diversidade.
Criação da alma:
* na concepção?
* no reino hominal?
* no reino animal?
* no reino vegetal?
* no protoplasma?
* no reino mineral?
Do Elo Perdido ao Homem
Os Espíritos, na Codificação, insistem na idéia de que tudo se encandeia na Natureza por liames que não podemos ainda perceber e que as coisas aparentemente mais disparatadas têm pontos de contato que o homem não pode compreender no seu estado atual. (LE 604).
"No momento em que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entra no período de humanidade, não tem mais relação com seu estado primitivo e não é mais a alma dos animais, como a árvore não é a semente. No homem, somente existe do animal o corpo, as paixões, que nascem da influência do corpo, e o instinto de conservação inerente à matéria". (LE 611).
Os Espíritos dizem que "o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito" (LE 607-a). Dizem, também, que a inteligência do homem e a dos animais emanam de um princípio único, mas "no homem, ela passou por uma elaboração que a eleva sobre a dos brutos" (LE 606-a e 611).
- Que transformação é essa?
- Ela é realizada pelo próprio princípio inteligente, em razão de suas conquistas, ao longo de vivências multimilenares, ou é uma transformação feita por outrem, na sua estrutura perispiritual, em função dos seus próprios direitos adquiridos?
Há de se convir que as respostas estão presas a duas premissas fundamentais:
1) O corpo físico é reflexo do corpo espiritual (Evolução em Dois Mundos, cap. II); e isto é válido para todos os seres vivos. Quem define a espécie, portanto, é o corpo espiritual e não a base genética dos pais, que fornece o corpo físico, segundo a lei de hereditariedade.
2) A evolução de cada um é resultante dos esforços individuais, mas cada um depende de outros para sua própria evolução. Ninguém evolui sozinho, porquanto o nascer e o renascer dependem de outros, tanto da esfera física quanto da espiritual. (Lei da Sociedade, LE).
A Codificação nada esclarece sobre esta transformação: onde ocorre e como se processa. André Luiz fala de "Intervenções Espirituais" no mecanismo da palavra, quando escreve: "É assim que, atingindo os alicerces da humanidade, o corpo espiritual do homem infraprimitivo demora-se longo tempo em regiões espaciais próprias, sob assistência dos Instrutores do Espírito, recebendo intervenções sutis nos petrechos da fonação, para que a palavra articulada pudesse assinalar novo ciclo de progresso".
Com o Homem de Neanderthal, na Fase Paleolítica, correspondente ao período de, aproximadamente, meio milhão de anos atrás, apareceram as primeiras tentativas de comunicação verbal articulada, que, segundo alguns autores, não chegaram a constituir-se propriamente de palavras, mas de expressões sonoras específicas, com entonações agudas e graves.
O egoísmo absoluto começa a se transformar, havendo uma preocupação maior com o grupo. Os Espíritos humanos começam a desenvolver formas iniciais do amor, que se ampliarão gradativamente para a fraternidade maior nas futuras civilizações.
As Mutações Gênicas
A essência de todos os seres vivos não está no seu quimismo orgânico, mas na energia espiritual que dirige os estímulos evolutivos. As mutações gênicas, importantes nas transformações evolutivas, são também favorecidas pelos impulsos energéticos da essência espiritual dos seres. (Ver o caso das girafas - página 14).
Quando se fala em evolução, sempre se mencionam os chamados "elos perdidos", ou seja, aqueles que seriam necessários para fechar a corrente e documentar todos os passos da evolução. Muitos dos elos ou fases da corrente evolutiva, que representam transições necessárias, foram se apagando, pela fragilidade natural de que se caracterizam as transições.
Os chamados "elos perdidos" seriam, assim, uma seqüência de formas com pequeníssimas modificações e que não conseguiram se manter, sendo eliminados e substituídos por outras variações mais aptas, selecionadas pela Natureza. As formas de transição, por terem tempo de existência relativamente curto, não deixaram, em alguns casos, fósseis que permitíssem a comprovação de sua existência.
Animais que passam toda uma existência necessitando ter suas pernas ou pescoços mais longos, como no exemplo da girafa ou da garça, e onde a ausência destas características (nos seus ancestrais) lhes gerava fome e outras dificuldades, vivenciaram intensamente uma limitação a ser conquistada. Na situação natural, o meio lhes exigia uma aquisição que os fariam mais adaptados. O princípio espiritual, neste caso, recebeu, durante toda vida, o estímulo energético daquela necessidade e esta experiência foi participada por toda espécie, não por um grupo isolado.
Transformação do Corpo Espiritual
Esta transformação do corpo espiritual, nas regiões espaciais próprias, se nos afigura como o elo perdido, ainda não descoberto pelo cientista terreno, como que a justificar o "momento em que o macaco desceu da árvore" para ser homem.
Emmanuel, falando da grande transição para os hominídeos, diz que "somos compelidos a esclarecer que não houve propriamente uma "descida da árvore", no início da evolução humana, porquanto "extraordinárias experiências foram realizadas pelos Mensageiros do Invisível", imprimindo novas expressões biológicas ao homem do sílex". Comenta que nas "hostes do Invisível opera uma definitiva transição no corpo perispiritual preexistente, dos homens primitivos, nas regiões siderais e em certos intervalos de suas reencarnações".
Pode-se dizer que a nova estrutura perispiritual foi, pois, definida na esfera espiritual. O corpo espiritual da espécie anterior foi adaptado à espécie humana, para sua primeira encarnação no reino hominal. Isto não quer dizer que o princípio espiritual ficou "mais inteligente" ou que deu um salto no seu progresso evolutivo, mas sim que aquela alma, por seus méritos anteriores, recebeu melhorias em sua vestimenta perispiritual, para poder laborar e progredir em outra espécie mais evoluída.
Pode-se afirmar que esta primeira encarnação se deu nos primatas mais evoluídos e que a transformação ocorrida no corpo espiritual faria surgir, como conseqüência, a mutação descoberta pelos homens no corpo físico, originando a nova espécie.
"É então que começa, para ele, o período de humanidade e, com este, a consciência do seu futuro, a distinção do bem e do mal e a responsabilidade dos seus atos", dizem os Espíritos. (LE 607-a). "A Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana. O período de humanidade começa, em geral, nos mundos ainda mais inferiores. Essa, entretanto, não é uma regra absoluta e poderia acontecer que um Espírito, desde o seu início humano, esteja apto a viver na Terra. Esse caso não é freqüente e seria antes uma exceção". (LE. 607-b).
A esse respeito, encontra-se também, no LE, Q-172, a seguinte pergunta : "Nossas diferentes existências corpóreas se passam todas na Terra? R - "Não, mas nos diferentes mundos. As deste globo não são as primeiras nem as últimas, porém as mais materiais e distantes da perfeição".
Nestas duas informações pode-se visualizar, novamente, o "elo perdido" da cadeia evolutiva nos estudos do homem terreno.
Diz Santo Agostinho (Espírito) que, "se alguém pudesse seguir um mundo em suas diversas fases, desde o instante em que se aglomeram os primeiros átomos da sua constituição, o veria percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas em graus insensíveis para cada geração, e oferecer aos seus habitantes uma morada mais agradável, à medida que eles avançam na senda do progresso".
Este avanço progressivo dos seres vivos, em diferentes espécies, não ocorreu por acaso, por simples mutação genética ou seleção natural. A Lei Divina foi a marca de cada mudança: os Espíritos Superiores, arquitetos da grande transição do vírus ao homem, construíram nossa morada.
Os Períodos Geológicos
| ERA |
PERÍODO |
ÉPOCA |
ÉPOCA |
Cenozóica
| Holoceno
Pleistoceno
Policeno
Mioceno
Oligoceno
Eoceno
Paleoceno
|
Quaternário: 12 milh. Anos
Terciário: 58 milh. Anos
|
Civilizações atuais
Civilizações paleolíticas
Pitecantropóides
Mamutes e megatérios
Canídeos, antropoides inf.
Rinocerotídeos, cervídeos
Masurpiais e cetáceos
Dromatérios e anfitérios
|
| Mezozóica |
Cretácio
Jurássico
Triássico
|
65 milh. Anos
45 milh. Anos
40 milh. Anos
|
Primeiros mamíferos
Répteis teromorfos
Lacertinos e aves estranhas
Descendentes dos pterossauros
Arquegossauros
Ganóides e teleósteos
|
Paleozóica
| Permiano
Carbonífero
Devoniano
Siluriano
Ordiviciano
Cambriano
|
50 milh. Anos
80 milh. Anos
50 milh. Anos
30 milh. Anos
60 milh. Anos
110 milh. Anos
|
Crustáceos
Equinodermos
Celenderados
Espongiários
Licopodiáceas
Foraminíferos
Trilobites
Algas verdes, pluricelulares
|
Criptozóica
|
Proterozóico
Arqueozóico
|
900 milh. Anos
3 bilhões. Anos
|
Algas monocelulares
Amebas
Bactérias
Pplo
Vírus
Cristalizações atômicas
Ausência de fósseis
|
Os Reinos da Natureza
| DIVISÃO ANTERIOR |
DIVISÃO ATUAL |
| Mineral |
Inorgânico
Orgânico
|
| Vegetal |
Monera
Protista
Metafhita
|
| Animal |
Irracional
Racional
|
A Longa Caminhada Evolutiva
A América do Sul se afasta flutuando e, com ela, os símios do Novo Mundo - com cavidade craniana de 150 cm3. Os símios do Antigo Continente apresentam cavidade craniana de 200 cm3. Surgem os primatas superiores, os antropóides, com cavidade craniana de 400 cm3. Quatro antropóides principais: o gibão - um solitário trepador; o orangotango, o chimpanzé e o gorila - os primeiros seres a andar na vertical.
Há vinte e cinco milhões de anos, em meados da era terciária, surge um primata antropomorfo.
Há cinco milhões de anos, homens símios, na África, utilizam fogo e bastão.
Há um milhão de anos, homens símios, na Ásia Meridional, sepultam ritualmente os seus mortos.
Há quinhentos mil anos avoluma-se o cérebro posterior: aparece o bárbaro de Neandertal.
Há cem mil anos cresce o cérebro anterior: aparece o Homo Sapiens, o homem do período glaciário, o primata supremo conhecido hoje.
Paralelamente à evolução da matéria, o princípio espiritual segue construindo a sua. Os animais não são apenas um corpo material, músculos e ossos, víceras e nervos, proteínas e água e mais nada... Não! Neles há também um princípio inteligente que se vale daquele corpo para adquirir experiências no decorrer dos séculos e dos milênios.
E é justamente o progresso do Espírito que promove e determina o adiantamento e evolução do corpo.
Emmanuel, em "O Consolador", informa sobre isso: "A vida do animal apresenta uma finalidade superior que constitui a do seu aperfeiçoamento próprio através das experiências benfeitoras do trabalho e da aquisição em longos e pacientes esforços dos princípios sagrados da inteligência".
("Evolução Infinita", Artigo do Prof. Rodrigues, em consciesp.org.br).
O Primeiro Homem
A descoberta de fósseis permite saber como o homem se desenvolveu. Os cientistas concordam que duas grandes mudanças aconteceram há mais ou menos 200 mil anos atrás. Uma produziu o homem de Neandertal, que depois desapareceu, e outra produziu o Homo Sapiens pré-histórico.
O progresso da capacidade intelectual do homem (ou seja, o fato de tornar-se mais inteligente com o tempo) está intimamente relacionado ao desenvolvimento do próprio corpo.
O Homem de Neandertal tem esse nome porque seus restos foram encontrados, em 1856, em Neandertal, região da Alemanha. Era um homem com aproximadamente 1,60m e cérebro grande. Nômade e caçador, respeitava os companheiros, usava a fala para se comunicar e cremava os mortos.
Depois dele veio o Homo Sapiens. O mais famoso deles é o homem de Cro-Magnon, assim chamado por ter sido descoberto em região da França com esse nome. O Cro-Magnon era parecido com as pessoas de hoje. Media 1,80m e tinha um cérebro de 1.600 cm3, o mesmo tamanho de um cérebro atual. Muito criativo, ele deixou algumas pinturas (chamadas de rupestres), encontradas em vários locais da Europa.
A Classificação dos Seres Vivos
Há várias maneiras de classificar os seres vivos: por seu habitat (aquático, terrestre ou aéreo; por sua utilidade prática: comestível ou não; por seus hábitos: diurno ou noturno, entre outros critérios).
O principal sistema de classificação utilizado atualmente pelos biólogos procura refletir algo que realmente ocorreu na natureza: a evolução da vida. Seu objetivo é indicar a filogênese, isto é, a história evolutiva dos organismos em nosso planeta.
Em princípio, quanto maior a semelhança anatômica, fisiológica ou embriológica entre dois seres, maior é o seu grau de parentesco, isto é, mais próxima é a sua origem evolutiva. Em outras palavras, menor o tempo em que ambos divergiram a partir de um ancestral comum.
Assim, tanto o homem como o chimpanzé e o cão divergiram a partir de um mamífero ancestral. O Homem, entretanto, por ser mais semelhante ao chimpanzé, é mais aparentado com este do que com o cão, como mostra o esquema seguinte:
TEXTOS DOUTRINÁRIOS:
Complementa André Luiz, em "Evolução em Dois Mundos"
"O princípio espiritual, desde o obscuro momento da criação, caminha sem detença para frente. Viajou do simples impulso para a irritabilidade, da irritabilidade para a sensação, da sensação para o instinto, do instinto para a razão".
Diz, ainda, que "a crisálida de consciência, construindo as suas faculdades de organização, sensibilidade e inteligência, transforma, gradativamente, toda a atividade nervosa em vida psíquica.
E aí, nesse período embrionário, o princípio espiritual atravessa os círculos elementares da Natureza, de forma em forma, até configurar-se no indivíduo humano".
Aí, também, nos "reinos inferiores da natureza, a corrente mental restringe-se a impulsos da sustentação, nos seres de constituição primária, a começar dos minerais, preponderando nos vegetais e avançando pelo domínio dos animais de formação mais simples, para evidenciar-se mais complexa nos animais superiores, que já conquistaram bases mais amplas à produção do pensamento contínuo".
Emmanuel nos ensina
"Os animais são os irmãos inferiores do gênero humano. Eles também, como nós, estão vindo de longe, através de lutas incessantes e redentoras e são, como nós outros, seres humanos, candidatos a uma posição brilhante na espiritualidade.
Não é em vão que sofrem nas fainas benditas da dedicação e da renúncia, em favor do progresso do homem na Terra".
Em O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Allan Kardec afirma
É nesses seres que o princípio inteligente se elabora, se individualiza, pouco a pouco, e ensaia para a vida. É, de certa maneira, um trabalho preparatório, como o da germinação, em seguida ao qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna um Espírito.
É, então, que começa, para ele, o período da humanidade e, com esta, passa a tomar consciência de seu futuro, a fazer a distinção entre o bem e o mal e se torna responsável por seus atos.
André Luiz, em "Mundo Maior", descreve magistralmente o processo
O princípio espiritual, desde o obscuro momento da criação, caminha, sem detença, para frente. Afastou-se do leito oceânico, atingiu a superfície das águas protetoras, moveu-se em direção à lama das margens, debateu-se no charco, chegou à terra firme, experimentou na floresta copioso material de formas representativas, ergueu-se do solo, contemplou os céus e, depois de longos milênios, durante os quais aprendeu a procriar, alimentar-se, escolher, lembrar e sentir, conquistou a inteligência...
Viajou do simples impulso para a irritabilidade de sensação... Da sensação para o instinto... Do instinto para a razão... Nessa penosa romagem, inúmeros milênios decorreram sobre nós... Estamos em todas as épocas abandonando esferas inferiores a fim de escalonar as superiores. O cérebro é o órgão sagrado da manifestação da mente em trânsito da animalidade primitiva para a espiritualidade humana...
Emmanuel, na obra já citada, arremata com exuberância
O mineral é atração. O vegetal é sensação. O animal é instinto. O homem é razão. O anjo é divindade. Busquemos reconhecer a infinidade dos laços que nos unem nos valores gradativos da evolução e ergamos, em nosso íntimo, o santuário da fraternidade universal. ("Evolução Infinita", Artigo do Prof. Rodrigues, em consciesp.org.br).
Léon Denis, em "O Problema do Ser, do Destino e da Dor", nos diz
"Na planta, a inteligência dormita; no animal, sonha; só no homem acorda... torna-se consciente...".
Allan Kardec perguntou aos Espíritos
"Donde tiram os animais o princípio inteligente que constitui a alma de natureza especial de que são dotados? E os Espíritos responderam: "Do elemento inteligente universal".
Perguntou então: - "Então, emanam de um único princípio a inteligência do homem e a dos animais? E eles responderam: "Sem dúvida alguma, porém, no homem, passou por uma elaboração que a coloca acima da que existe no animal". (Q. 606 e 606-a do LE)
Essa elaboração seria uma simples decorrência do processo evolutivo da alma?
Segundo André Luiz , em "Evolução em Dois Mundos", e Emmanuel, em "Emmanuel"
Há um conjunto das intervenções, realizadas no Mundo Maior, no corpo espiritual dos seres em condições de passar de uma espécie a outra mais elevada, durante a fase de transição dos reinos inferiores até chegar ao mundo dos Espíritos, adequando-o ao nível de evolução alcançado até chegar ao exercício do pensamento contínuo.
Os Diversos Mundos Habitados
1. Deus criou todos os espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber, a fim de fazê-los chegar progressivamente à perfeição. (L.E. 115).
2. Deus impõe aos espíritos a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. (L.E. 132).
3. "Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fora, eu vo-lo teria dito". (João, cap.XIV, 1 a 3).
4. A Casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao seu adiantamento.(E.S.E., cap III, item 2).
5. Nem sempre tem o espírito a faculdade de escolher o mundo onde passará a habitar. Pode pedir que lhe seja permitido ir para este ou aquele e pode obtê-lo, se o merecer, porquanto a acessibilidade dos mundos, para os Espíritos, depende de seu grau de elevação. (L.E. 184).
6. Do livre-arbítrio goza o homem desde o seu nascimento? - "Há liberdade de agir, desde que haja vontade de fazê-lo. Nas primeiras fases da vida, quase nula é a liberdade, que se desenvolve e muda de objetivo com o desenvolvimento das faculdades. Estando seus pensamentos em concordância com o que a sua idade reclama, a criança aplica o seu livre-arbítrio àquilo que lhe é necessário" (L.E. 844).
7. O progresso intelectual engendra o progresso moral, fazendo compreensíveis o bem e o mal. O homem, desde então, pode escolher. O desenvolvimento do livre-arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade dos atos. (L.E. 780-a).
8. Todos os Espíritos têm que progredir em tempo mais ou menos longo, conforme decorrer da vontade de cada um. Mais ou menos tardia pode ser a vontade, porém, cedo ou tarde, ela aparece, por efeito da irresistível necessidade que o Espírito sente de sair da inferioridade e de se tornar feliz. (L.E. 1006).
9. O homem, na vida presente, pode preparar com segurança, para si, uma existência futura menos prenhe de amarguras, reduzindo a extensão e as dificuldades do caminho. Só o descuidoso permanece sempre no mesmo ponto. (L.E. 192-a).
10. Para agradar a Deus e assegurar a sua posição futura, não bastará que o homem deixe de praticar o mal. Cumpre-lhe fazer o bem, no limite de suas forças, porquanto responderá por todo mal que haja resultado de não haver praticado o bem. (L.E. 642)
11. A lei natural é a Lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem (e ele só é infeliz quando dela se afasta). (L.E. 614).
12. O mandamento maior: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas". (Mateus, cap XXII, vv. 34/40 e VII, v.12; Lucas, cap VI, v.31 e E.S.E. cap XI, v. 1 e 2).
Finalmente, Léon Denis nos ensina
"Através dos ciclos do tempo, todos se aperfeiçoam e se elevam. Os criminosos do passado virão a ser sábios do futuro. Chegará a hora em que nossos defeitos serão eliminados, em que nossos vícios e nossas chagas morais serão curadas. As almas frívolas tornar-se-ão sisudas, as inteligências obscuras iluminar-se-ão. Todas as forças do mal que em nós vibram ter-se-ão transformado em forças do bem. Do ser fraco, indiferente, fechado a todos os grandes pensamentos, sairá, com o perpassar dos tempos, um Espírito poderoso, que reunirá todos os conhecimentos, todas as virtudes, e se tornará capaz de realizar as coisas mais sublimes.
Será esta a obra das existências acumuladas. Será sem dúvida indispensável um grandíssimo número delas para operar tal mudança, para nos expurgar de nossas imperfeições, fazer desaparecer as asperezas de nossos caracteres, transformar as almas de trevas em almas de luz! Mas, só é poderoso e durável aquilo que teve o tempo necessário para germinar, sair da sombra, subir para o céu. A árvore, a floresta, a Natureza, os mundos no-lo dizem em sua linguagem profunda. Não se perde nenhuma semente, nenhum esforço é inútil. A planta dá suas flores e seus frutos somente na estação própria; a vida só desabrocha nas terras do Espaço após imensos períodos geológicos.
Vede os diamantes esplêndidos que fazem mais formosas as mulheres e faíscam mil cores. Quantas metamorfoses não tiveram de passar para adquirir essa pureza incomparável, seu brilho fulgurante? Que lenta incubação no seio da matéria obscura! É neste trabalho de aperfeiçoamento que aparece a utilidade, a importância das vidas de provas, das vidas modestas e despercebidas, das existências de labor e dever para vencer as paixões ferozes, o orgulho e o egoísmo, para curar a chagas morais. Deste ponto de vista, o papel dos humildes, dos pequenos neste mundo, as tarefas desprezadas patenteiam-se em toda a sua grandeza à nossa vista; compreendemos melhor a necessidade do regresso à carne para resgate e purificação". (O PROBLEMA DO SER..., de Léon Denis, página 291/292).
Bibliografia:
1. O LIVRO DOS ESPÍRITOS, de Allan Kardec, itens citados;
2. O QUE É O ESPIRITISMO, de Allan Kardec, Inst.Dif.Esp, 5a.ed.,Araras/SP, 1978;
3. AGONIA DAS RELIGIÕES, de J.Herculano Pires, Ed.Paidéia, São Paulo/SP,Cap.4;
4. O PONTO DE MUTAÇÃO, de Fritjof Capra, Ed.Cultrix, São Paulo/SP, Cap.2, 1982;
5. EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS, de André Luiz/F.C.Xavier, Cap III, VI e VII;
6. A EVOLUÇÃO ANÍMICA, de Gabriel Delanne, Cap I;
7. DO SISTEMA NERVOSO À MEDIUNIDADE, de Ary Lex;
8. REENCARNAÇÃO E EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES, de Ricardo di Bernardi;
9. A EVOLUÇÃO DO PRINCÍPIO INTELIGENTE, de Durval Ciamponi, Ed. da FEESP/SP;
10. AGONIA DAS RELIGIÕES, de J.Herculano Pires, Ed. Paidéia, SP, cap. 4;
11. PONTO DE MUTAÇÃO, de Fritjof Capra, Ed. Cultrix, SP, Cap 2, 1982;
12. A CAMINHO DA LUZ, de F.C.Xavier/Emmanuel, Cap. 1 e 2;
13. O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR, de Léon Denis, Cap. IX, página 123.