X. FECUNDAÇÃO

Reprodução e desenvolvimento


Pela reprodução, os genes do indivíduo passam à geração seguinte, através de dois mecanismos básicos: reprodução sexuada e assexuada.

A reprodução sexuada se caracteriza pela presença da meiose, com a conseqüente formação de gametas e fecundação.

Encontram-se, quase sempre, dois indivíduos: cada um contribuindo com uma célula haplóide especial, o gameta. A união dos gametas, ou seja, a fecundação, produz uma célula-ovo ou zigoto diplóide que, por mitose, forma um novo indivíduo.

Em alguns seres vivos, os dois gametas são idênticos. Na maioria das espécies há um gameta pequeno e móvel, produzido por organismo do sexo masculino, e um grande e imóvel, produzido por organismo do sexo feminino. Nos animais, eles recebem os nomes de espermatozóide e óvulo, respectivamente. (Fig. 26.3).

Ao contrário da reprodução assexuada, a reprodução sexuada origina filhos com uma variedade genética muito grande. Isto porque os gametas, produzidos por meiose, são geneticamente diferentes e podem associar-se de diferentes maneiras através da fecundação. Em conseqüência, a probabilidade de formação de zigotos diferentes é muito grande.

A grande variedade de filhos ajuda a espécie a sobreviver a mudanças importantes no ambiente, principalmente nos casos de mudanças imprevisíveis. Assim, quando uma espécie produz uma grande variedade de descendentes, há maior probabilidade de que pelo menos um deles esteja mais bem adaptado ao novo ambiente.


Reprodução Assexuada

A reprodução assexuada, baseia-se exclusivamente na mitose, formando, por isso, indivíduos geneticamente iguais. É muito freqüente nos vegetais, inclusive nos superiores, onde a propagação por brotamento de galhos ou por mudas (galhos com raízes) é uma ocorrência bastante comum. Devido a isso, a reprodução assexuada chama-se também reprodução vegetativa.

Gametogênese

A produção dos gametas ocorre nas glândulas sexuais ou gônadas. A produção dos espermatozóides, ou espermatogênese, se dá na gônada masculina (testículo) e a produção dos óvulos, ou ovulogênese, na glândula feminina (ovário). Os dois mecanismos são muito semelhantes e podem ser divididos basicamente em três fases: multiplicação, crescimento e maturação (Fig. 26.4).

Fecundação

A fecundação é a reunião do espermatozóide com o óvulo, formando o zigoto. Essa união é específica: um espermatozóide penetra, geralmente, apenas em óvulos das fêmeas de sua espécie. Isto ocorre devido à presença de proteínas no espermatozóide e na membrana do óvulo que reagem uma com a outra de maneira complementar, garantindo a adesão entre os dois gametas.

Nos mamíferos, o óvulo possui na superfície uma camada gelatinosa, a zona pelúcida e, por fora dela, um grupo de células que forma a coroa radiada (Fig. 26.5) Tais barreiras são vencidas, respectivamente, graças a duas substâncias produzidas pelo espermatozóide: a espermolizina e a hialuronidase.

A penetração compreende o momento em que o espermatozóide mais próximo, depois de vencer as barreiras, toca a superfície do óvulo.

Em algumas espécies, podem formar-se, neste ponto de contato, dobras da membrana, que puxam a célula masculina para o centro. (Fig. 26.5). Logo em seguida, forma-se na superfície do óvulo uma capa resistente, a membrana de fecundação, que dificulta a entrada de outros espermatozóides.

A última etapa é a cariogamia, quando o núcleo do espermatozóide se funde com o núcleo do óvulo, formando o zigoto. Este sofre logo em seguida a primeira mitose de seu desenvolvimento. (Fig. 26.5).

Quanto ao local onde ocorre, a fecundação pode ser externa ou interna. No primeiro caso, que ocorre com muitos invertebrados aquáticos, com alguns peixes e anfíbios, o macho e a fêmea lançam seus gametas na água e o encontro entre eles se faz fora dos corpos.


Cromossomos sexuais

Na maioria das espécies, inclusive na humana, existe um par de cromossomos responsável pela diferença entre os dois sexos: os cromossomos sexuais ou heterocromossomos. Em geral, as fêmeas apresentam dois cromossomos sexuais idênticos um ao outro, enquanto os machos têm um cromossomo idêntico ao das fêmeas e outro diferente.


O cromossomo que aparece em duplicata na fêmea chama-se cromossomo X, e o que é exclusivo do macho, cromossomo Y. Conseqüentemente, pode-se dizer que a fêmea á XX e o macho XY (Fig. 26.6). Os outros cromossomos do organismo denominam-se autossomos.

O sexo é determinado no momento da fecundação: se o óvulo for fecundado por um espermatozóide X, o embrião formado irá originar uma fêmea; se for um espermatozóide Y a fecundá-lo, nascerá um macho. Como vemos, neste caso o sexo do filho depende exclusivamente do espermatozóide, e não do óvulo.

Aparelho reprodutor masculino

No embrião, os testículos localizam-se no interior da cavidade abdominal, na mesma posição dos ovários. Mas no homem, bem como em muitos outros mamíferos, eles saem dessa cavidade um mês antes do nascimento, indo alojar-se numa dobra da pele, o saco escrotal (Fig. 26.10). Isto ocorre porque a espermatogênese só se realiza em temperaturas mais baixas que a do interior da cavidade abdominal.

No interior dos testículos existem milhares de pequenos tubos enovelados, os tubos seminíferos, onde são produzidos os espermatozóides. Entre esses tubos encontram-se células especiais, as células de Leydig, que produzem um hormônio, a testosterona, responsável pelas características sexuais masculinas. Dos tubos seminíferos, os espermatozóides são transportados, através dos canais eferentes, para outro tubo, o epidídimo, onde adquirem mobilidade (Fig. 26.10). Do epidídimo, os espermatozóides passam ao canal deferente, que desemboca na uretra, por onde saem durante a ejaculação.

Os canais deferentes, as vesículas seminais, a próstata e as glândulas de Cowper (Fig. 26.10) produzem secreções que, juntamente com os espermatozóides, formam o sêmen ou esperma.

A secreção das vesículas seminais é rica em substâncias nutritivas, que facilitam a sobrevivência do espermatozóide durante sua viagem em direção ao óvulo.

A próstata produz um líquido alcalino que neutraliza a acidez da uretra e das secreções vaginais, prejudicial ao movimento do espermatozóide. Finalmente, as glândulas de Cowper produzem muco que ajuda a lubrificação dos órgãos sexuais durante ato sexual.

A uretra do homem passa por dentro do pênis, que possui um tecido em vasos sangüíneos. Quando estímulos nervosos adequados dilatam as artérias do pênis e comprimem as veias, fechando o retorno do sangue, ocorre o fenômeno da ereção: o sangue acumula-se sob pressão e determina o aumento do volume e o enrijecimento do órgão.

Durante o ato sexual, quando os estímulos se tornam suficientemente intensos, ocorrem contrações nos tubos, nas glândulas e nos tecidos do pênis, lançando o sêmen para o exterior (ejaculação). Em cada ejaculação são expulsos cerca de três a quatro mililitros de esperma, contendo em média quatrocentos milhões de espermatozóides.


O efeito dos hormônios na função sexual masculina

Durante a adolescência ou puberdade, os testículos são estimulados pelos hormônios folículo estimulante (FSH) e luteinizante (LH) produzidos pela hipófise.

O FSH estimula a proliferação e o crescimento das espermatogônias e o LH estimula a produção da testosterona pelos testículos. A testosterona, por sua vez, é responsável pela maturação dos espermatócitos e pela produção de espermatozóides. Além disso, ela controla o desenvolvimento e o crescimento dos órgãos genitais e a formação das características sexuais secundárias do homem, como a distribuição do pêlo, o tom da voz e o desenvolvimento muscular.

O aparelho reprodutor feminino e a fecundação


Fig. 26-11.


Os órgãos femininos equivalentes aos testículos do homem são os ovários, onde são produzidos os óvulos no interior dos folículos de Graff. Em seguida vem a trompa de Falópio (fig. 26.11), que comunica o ovário com o útero, um órgão oco e musculoso, destinado a alojar o embrião (e o feto) durante a gravidez.

Do útero sai a vagina, que se abre na superfície do corpo pela vulva (órgãos genitais externos da mulher). Um pouco acima do orifício da uretra há um pequeno órgão, o clitóris, dotado de muitas terminações nervosas, muito sensível a estímulos físicos e que possui capacidade de ereção. O clitóris seria o correspondente feminino do pênis.

Fechando parcialmente a abertura da vagina, há uma membrana perfurada, o hímen, que normalmente se rompe ao primeiro ato sexual. Entre a borda do hímen e os pequenos lábios abrem-se os canais das glândulas de Bartholin que, sob a ação de estímulos sexuais, produzem um líquido que lubrifica a vagina.

Os espermatozóides depositados na vagina durante o ato sexual nadam pelo útero até as trompas, onde ocorre a fecundação.


A trompa é revestida por células com cílios, cujos movimentos, juntamente com as contrações musculares, levam o óvulo fecundado, agora chamado ovo, em direção ao útero. Durante essa viagem, que dura em média três a quatro dias, o ovo sofre mitoses, de modo que, ao chegar ao útero, já se encontra na forma de um pequeno cacho de células. Ocorre, então sua implantação no útero (fenômeno conhecido como nidação) e começa a gravidez (Fig. 26.12).


O ciclo menstrual

A cada mês o hormônio folículo estimulante (FSH), produzido pela Hipófise, determina o crescimento de um folículo do ovário. Tal folículo rompe-se e lança um óvulo (na realidade um ovócito secundário) na trompa (ovulação) (Fig. 26.13) Desse processo participa também outro hormônio da hipófise, o hormônio luteinizante (LH), que transforma o folículo rompido numa glândula, o corpo amarelo ou lúteo.

Em sincronia com as alterações do ovário, ocorrem modificações também no útero, pois, à medida que os folículos crescem, produzem estrógenos que estimulam o crescimento do endométrio (parede interna do útero). (Fig. 26.13)

Após a ovulação, o corpo amarelo começa a produzir também outro hormônio, a progesterona, que torna o útero espesso e vascularizado, preparando-o para receber um possível embrião. O útero "espera" pelo embrião até cerca de catorze dias após a ovulação. Se não tiver ocorrido fecundação, há uma queda de progesterona, que determina a eliminação de parte do endométrio (menstruação) (Fig. 26.13).

A queda da progesterona deve-se a um mecanismo de "feedback": o LH estimula a produção de progesterona, mas, à medida que esta aumenta de concentração no sangue, inibe a produção do LH, e o corpo amarelo regride, transformando-se em corpo branco. Caindo a taxa de LH, cai também a de progesterona e acontece a menstruação. Se houver fecundação, a membrana do útero e, mais tarde, a placenta, produzirão um hormônio, a gonadotrofina coriônica, que mantém o corpo amarelo produzindo progesterona. A progesterona mantém o útero espesso e garante a gestação.

Como vemos, as ocorrências e o ritmo do ciclo menstrual são governados pelas influências recíprocas entre os hormônios da hipófise e do ovário. Enquanto os hormônios da hipófise estimulam a produção dos hormônios ovarianos, estes últimos inibem a hipófise. O resultado é que ambos os grupos de hormônios sofrem flutuações que desencadeiam o ciclo menstrual.

A Menopausa

Ao nascer, a menina já tem em seus ovários cerca de quatrocentos mil folículos primários. A partir da puberdade, por volta de doze ou gtreze anos, amadurece um folículo em cada mês e forma-se um óvulo. Dos milhares de folículos, apenas cerca de 450, no máximo, serão utilizados.

Os folículos que não foram usados vão sofrendo ao longo de toda a vida um processo de degeneração e, entre os 45 e os 50 anos, ocorre o fenômeno da menopausa, ou seja, a ovulação e a menstruação se interrompem devido à queda na taxa de estrogênio e progesterona. Em algumas mulheres podem surgir distúrbios físicos e psíquicos ("onde de calor", irritabilidade, ansiedade etc), que, embora não prejudiquem a atividade sexual, podem requerer tratamento médico ou psicoterápico.

Na concepção se inicia a ligação do Espírito com o corpo que se está formando, através do perispírito, que é chamado por alguns de "modelo organizador biológico". Inquieta muito os médicos e geneticistas saber como a célula-ovo, a partir de divisões sucessivas, se especializa nos diferentes tecidos do corpo.

Todas as células do embrião têm exatamente os mesmos 23 pares de cromossomos e o mesmo DNA (gens). Como é que, destas células, todas com o mesmo patrimônio hereditário, derivam os órgãos do corpo (cérebro, rins, fígado etc), completamente diferentes quanto à forma e à função? O que leva algumas células a se especializarem em células hepáticas, outras em neurônios, em células cardíacas etc? Deve haver algo fora das células que comanda essa diferenciação.

Esse organizador biológico é o perispírito, naturalmente ligado ao Espírito e agindo sob o comando deste. O perispírito tem um esquema potencial ou esboço fluídico do corpo a ser formado. Durante toda a fase embrionária e fetal, vai o perispírito agindo sobre as células e tecidos, levando-os a se diferenciarem de modo a formar os diversos órgãos. À medida que se completam, os órgãos estarão aptos a funcionarem.

Na Codificação encontramos a explicação de que o perispírito é ligado ao corpo célula a célula. Então, analisemos o que nos disseram os Espíritos: A união começa na concepção, mas não se completa senão no instante do nascimento.

O Espírito vai se integrando no corpo físico durante toda vida intra-uterina e, quanto mais se integra menor a capacidade que vai tendo de agir como Espírito desencarnado. Sua mente vai se obscurecendo e a possibilidade de se afastar do corpo vai diminuindo. Vive uma espécie de perturbação, de aprisionamento, até que seu relacionamento com o plano espiritual se reduz a zero, esquecendo o passado.

O Momento da Reencarnação


A união do Espírito ao corpo se dá no momento da fecundação (L.E. 344).


Se o óvulo, em geral, é um solitário à procura de um companheiro ideal, os pretendentes à sua posse definitiva e à união completa são muitos. Trezentos, ou mais de duzentos, milhões de espermatozóides, uma população igual a de muitos países somados, se acotovelarão na busca desenfreada de um só troféu. Diz Biologia que o mais apto vence a corrida e fecunda o óvulo. Mas, como o mais apto? Por que, às vezes, um espermatozóide portador das mais profundas anomalias genéticas supera todos os demais? Estudando a Ciência Espírita, encontramos a resposta satisfatória para este "capricho do acaso".

Cada espermatozóide traz, em seu bojo, os cromossomos que contêm os gens para todas as características físicas do novo corpo a ser formado. Os gens, moléculas de DNA, são partículas de altíssima complexidade. Os espermatozóides, conforme os gens que transportam, tem uma vibração genética peculiar. Conforme o padrão genético que levem, emitem uma freqüência de onda correspondente. Dizemos que possuem uma aura energética peculiar ao que carregam.

O óvulo que irradiava as vibrações do espírito, ao qual seu fluido vital estava preso, passa a atrair, por sintonia de onda, aquele espermatozóide que contém os gens que ele necessita, ou seja, que ele merece.

Sintonia com o Perispírito Materno

À medida que o espírito se conscientiza da necessidade de renascer no cenário físico, inicia-se todo um processo de acompanhamento e orientação especializada no evento. Como temos, no planeta Terra, as Maternidades com ampla estrutura para acolher o recém chegado, no Plano Espiritual existe a correspondente equipe especializada que acompanha aquele que parte. As obras de André Luiz se referem à existência, na Colônia "Nosso Lar", do Ministério da Reencarnação, que coordena estas equipes.

Nos espíritos relutantes, que temem renascer e se recusam a receber o preparo necessário, há intensificação do desgaste de suas unidades energéticas e o torpor conseqüente os impele, compulsoriamente, ao retorno. Algo como se definhassem, morressem para a vida espiritual...

O organismo feminino é o privilegiado ninho que receberá o espírito reencarnante. As ligações afetivas ou os desafetos do passado, presos emocionalmente pelos vínculos energéticos, atraem a entidade ao campo vibratório que se lhe afiniza.

Além da ligação espontânea que se verifica, as equipes especializadas passam a dar assistênia e promover a progresiva ligação fluídica do espírito com os fluidos perispirituais da futura mãe. Desta aproximação vibratória do espírito à "candidata" a recebê-lo origina-se uma crescente interpenetração fluídica entre ambos. Estabelece-se um intercâmbio energético nas duas direções, com efeitos bilaterais. O espírito vê-se envolvido na malha energética que o prende suavemente como que expressando um convite ao regaço materno.

As ligações energéticas do espírito em vias de encarnar, que estavam ligadas superficial e globalmente ao perispírito materno, passam, num estágio, a se afunilar progressivamente, dirigindo-se para a região do aparelho reprodutor feminino, estabelecendo ligação mais forte com chacra genésico especializado para esta função. A esta altura, o envolvimento ainda não se efetuou ao nível de corpo biológico materno, mas os fluidos do espírito já buscam adentrar à matéria, irradiando sobre as células físicas pela sua simples presença.

No momento seguinte, a ligação da entidade reencarnante se fará através de suas expansões energéticas ao fluido vital do óvulo materno. Como sabemos, todas as células vivas irradam um campo energético, decorrente da presença desta energia vital nelas existente. Esta energia vital é que confere o princípio vital ou princípio de vida a todos os seres biologicamente estruturados.

A semelhança semimaterial, ou energética, entre o fluido vital do óvulo e os fluidos perispirituais da entidade reencarnante é que permite a ponte necessária para se estabelecer a conexão indispensável à imantação do óvulo. ... o óvulo ainda não fecundado, magnetizado pelo envolvimento dos fluidos perispirituais do nosso personagem principal: o espírito reencarnante.

O óvulo assim magnetizado permanece irradiando, refletindo as energias do espírito. Passará a espelhar o padrão energético que traduz a real situação evolutiva do espírito. Conforme seu adiantamento moral e intelectual, expressará uma determinada freqüência de ondas em suas vibrações, que se refletirão nas energias que o óvulo irradiará envolvido por esta influência.

(Do livro "Gestação: Sublime Intercâmbio", de Ricardo Di Bernardi).

O Problema do Carma

Conforme o carma da entidade espiritual, expresso pelas suas matrizes perispirituais e refletidas no óvulo, são atraídos os gens que se afinizam com a mensagem cifrada, transmitida inconscientemente pelas unidades energéticas do perispírito e recebidas pelas moléculas de DNA (ácido desoxirribunocleico) do espermatozóide correspondente.

São quase 300 milhões de opções diferentes de organismo biológico, apresentadas pelos espermatozóides. Razão porque, somos todos tão especiais, ou diferentes uns dos outros. Este aparente desperdício é a sábia Lei da Natureza, fornecendo múltiplas opções para que a Justiça Divina se cumpra através das Leis Biológicas.

Inconscientemente, eis que o espírito reencarnante, que semeou livremente nas vidas passadas e gravou os registros desta semeadura no seu perispírito, agora impregna o óvulo materno pelas vibrações do seu merecimento e recebe no espermatozóide a colheita obrigatória!

O gameta masculino, adequado às suas necessidades cármicas, é rapidamente como que "puxado", por sintonia magnética, para o óvulo e ocorre a fecundação ou concepção. Não é, pois, o "acaso biológico" que determina que um espermatozóide fecunde o óvulo, mas a lei do retorno, da colheita obrigatória, ou Lei de Ação e Reação.

Espermatozóide mais apto, portanto, é aquele que mais sintoniza com as vibrações do nosso personagem, o espírito reencarnante, já imantado ao óvulo. No entanto, até este momento, não houve a reencarnação propriamente dita. A união do espírito reencarnante, ligando-se diretamente às moléculas físicas, dá-se no instante em que ocorre o grande choque biológico: o espermatozóide penetra no interior do óvulo.

No momento da fecundação, milhões de átomos e moléculas das duas células entram em fervilhante atividade organizada. Esta grande atividade, verdadeira explosão de fenômenos, ocorre numa maravilhosa orquestração regida pela Sabedoria Universal. Neste instante solene, o da concepção, as moléculas do corpo espiritual do espírito reencarnante entram, por assim dizer, na intimidade da célula-ovo. Inicia-se, agora, neste instante, a reencarnação propriamente dita, em termos físicos. A grande "explosão" de reações entre o espermatozóide e o óvulo e a interação entre seus campos áuricos é que propiciou a abertura energética para a fixação dos fluidos perispirituais do nosso personagem às moléculas orgânicas. Foi necessário um momento específico para oportunizar a abertura do campo para a outra dimensão interpenetrar a matéria. (Idem, idem).

Bibliografia:
1. A QUEDA DOS VÉUS, de Américo Domingues, Capítulo VI;
2. O LIVRO DOS ESPÍRITOS, de Allan Kardec, Edição FEB, 02/1994, Q. 344;
3. GESTAÇÃO, SUBLIME INTERCÂMBIO, de Ricardo Di Bernardi, Cap. 5 e 6;
4. BIOLOGIA, VOLUME 2, SERES VIVOS, de Sérgio Linhares.